No “Interferência” desta noite, tratamos de um assunto delicado e que, particularmente me deixou sentido: a dificuldade que a banda Validuaté tem em vender seu próprio disco. Uma questão tão complexa que me reservo o direito de não entrar no mérito da questão jurídica. Isso deixo para advogados, delegados e juízes. O que todos concordam é que o fato de um artista não ter domínio sobre o seu próprio trabalho soa com enorme violência. Nem mesmo o diretor-presidente da gravadora Bumba Records deve discordar disso. No entanto é o protagonista da novela que envolve banda.
Márcio Meneses, o presidente da gravadora, é um músico respeitado. Conhece grandes artistas brasileiros. Tem talento no sopro, na produção de bons discos e na interpretação de leis de direitos autorais. Transmite confiança! Com isso conseguiu fechar para sua gravadora o que, a meu ver, foi um os melhores contratos que poderia fechar. Domina os direitos de venda de “Alegria Girar” do Validuaté, um dos melhores produtos fonográficos que já ouvi. Depois de discórdias, parceria finalizada. Ao invés de um acordo entre as partes, as dificuldades de entendimento levaram ao que o Validuaté jamais imaginaria: mais de mil discos retidos na gravadora.
Márcio pode ter razão. Porém, não pode concorda com este atentado não só banda, mas ao cenário artístico local. Empurrar uma mentalidade goela abaixo me parece um gesto violento não só para Validuaté, mas para todos os artistas e consumidores. Sou consciente de que o mais prudente era Validuaté não ter feito contratos com Bumba Records como fez. Penso que Márcio deixou de lado a sua veia produtor- compositor-artista e deixou aflorar uma veia empresário. Nada contra! Porém, assim como Pelé vez por outra dá uns toques no Edson, o lado mais sensível de Márcio poderia dar uma força para o mais brutal.
Nessa disputa sou apenas o torcedor. Não há como ser diferente: mesmo entendo que o mundo jurídico tem sua própria lógica, percebo nele um lado nefasto e ironicamente permeado de injustiças.
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Vacina para Fiocruz
Em menos de 10 anos o Piauí conseguiu dobrar a sua arrecadação anual. Esse número deve ser ainda maior nos próximos anos. O Estado correu e conseguiu ser um dos membros da federação com maior crescimento registrado. Descobriu Jazidas de ferro, aumentou o número de empregos formais...Tem caminhado em bom ritmo.
Nada disso é importante, no entanto, se continuarmos sendo visto como não somos. Se as pessoas continuarem achando que o Rio de Janeiro só tem violência, São Paulo só tem enchentes, Manaus só tem selva e Teresina só tem calor em pobreza, pouco importa os números. Vai prevalecer o preconceito!
Mais uma vez Teresina perdeu por causa dessa idéia dada pela imagem fundada em estereótipos. Carlos Henrique Nery Costa é um dos maiores pesquisadores em doenças tropicais que já se viu. Por conta disso, foi cuidadoso ao montar o arcabouço técnico para que a Fundação Oswaldo Cruz se instalasse aqui. Mas de que adianta ser cuidadoso? De a que adiante ele ser um dos melhores? De que adianta o crescimento do Piauí? Se as pessoas que comandam a Oswaldo Cruz vêem Teresina e o Estado com o mesmo olhar de qualquer um do povo? A visão diferenciada que se espera de gente do nível de Oswaldo Cruz não entrou em ação.
A Fundação Oswaldo Cruz vai se instalar em 11 estados, mas no Piauí não. O esforço de Carlos Henrique foi invejável. Foi o único a entregar o projeto em tempo hábil. Mas aqui é Piauí e, mesmo ele tendo consciência de que era preciso trabalhar o dobro dos outros para chegar em algum lugar, a Fiocruz correu do Piauí.
Os pesquisadores da Fundação precisam urgentemente encontrar uma vacina contra o estereótipo e o preconceito e administrá-la em si mesmos.
Nada disso é importante, no entanto, se continuarmos sendo visto como não somos. Se as pessoas continuarem achando que o Rio de Janeiro só tem violência, São Paulo só tem enchentes, Manaus só tem selva e Teresina só tem calor em pobreza, pouco importa os números. Vai prevalecer o preconceito!
Mais uma vez Teresina perdeu por causa dessa idéia dada pela imagem fundada em estereótipos. Carlos Henrique Nery Costa é um dos maiores pesquisadores em doenças tropicais que já se viu. Por conta disso, foi cuidadoso ao montar o arcabouço técnico para que a Fundação Oswaldo Cruz se instalasse aqui. Mas de que adianta ser cuidadoso? De a que adiante ele ser um dos melhores? De que adianta o crescimento do Piauí? Se as pessoas que comandam a Oswaldo Cruz vêem Teresina e o Estado com o mesmo olhar de qualquer um do povo? A visão diferenciada que se espera de gente do nível de Oswaldo Cruz não entrou em ação.
A Fundação Oswaldo Cruz vai se instalar em 11 estados, mas no Piauí não. O esforço de Carlos Henrique foi invejável. Foi o único a entregar o projeto em tempo hábil. Mas aqui é Piauí e, mesmo ele tendo consciência de que era preciso trabalhar o dobro dos outros para chegar em algum lugar, a Fiocruz correu do Piauí.
Os pesquisadores da Fundação precisam urgentemente encontrar uma vacina contra o estereótipo e o preconceito e administrá-la em si mesmos.
domingo, 13 de dezembro de 2009
Descoberta de Cristóvão!
Cristóvão Buarque disse durante pronunciamento algumas verdades que estão aí. Coisas que já sabemos. Disse que os senadores e deputados abriram mão das atividades próprias do parlamento e se tornaram políticos 24 horas por dia (politiqueiros). Transformaram os parlamentos em balcões de negócios com a anuência do executivo.
Ainda no meio da reflexão sobre as palavras de Buarque, liguei a TV em um jornal de meio dia e vi Wellington Dias inaugurar uma estrada em São João do Piauí. Antes de rumar para o sertão, o governador piauiense estava sendo atacado por opositores por passar mais de 15 dias na europa. As criticas eram duras! PSDB e um restinho de Dem que existe na Assembléia batiam forte no que consideravam uma viagem de passeio. Mas a inauguração da rodovia me fez ver que Cristóvão Buarque estava certo também sobre o nosso parlamento. Ao lado de Wellington Dias estava Roncalli Paulo opositor do governador que fez questão de viajar mais de 500 quilômetros para parabenizar o governador, bater nas costas, sorrir para ele e aparecer ao lado do corte da fita. Ou seja, Roncalli fez questão de estar ao lado do homem que, segundo ele, está gastando dinheiro público de forma irresponsável na Europa. Perdeu a chance de dizer frente a frente aquilo que defendia nas modorrentas entrevistas de quinze minutos dos telejornais diários.
A oposição que se acovarda é a que sabe que só pode ser politiqueiro quem conta com o mínimo de apoio do executivo. Essa gente abriu mão de fazer o trabalho duro (criar leis, votar contra e criticar o que precisa ser criticado) em troca da chance de dividir a paternidade de ações populares e ganhar umas emendinhas para fazer média em seus currais.
A nossa Assembléia entrou na contagem de Cristóvão e o PT aqui, assim como lá, acabou com a oposição. Mesmo os opositores mais fervorosos, de vez em quando, para sair na foto, se aproximam daqueles que criticam. Um absurdo que deixa sem voz aqueles que não concordam com os que estão no poder e que reduz a democracia a uma jogo de interesses pessoais.
Roncalli ganhou espaço, Wellington menos um opositor e o estado menos uma voz. Porque, por mais que seja positiva a gestão de Wellington é sempre bom o contraponto. Mas não há quem consiga suportar a uma vida longe do poder. É a aproximação ou o risco de ficar sem o emprego de politiqueiro.
Ainda no meio da reflexão sobre as palavras de Buarque, liguei a TV em um jornal de meio dia e vi Wellington Dias inaugurar uma estrada em São João do Piauí. Antes de rumar para o sertão, o governador piauiense estava sendo atacado por opositores por passar mais de 15 dias na europa. As criticas eram duras! PSDB e um restinho de Dem que existe na Assembléia batiam forte no que consideravam uma viagem de passeio. Mas a inauguração da rodovia me fez ver que Cristóvão Buarque estava certo também sobre o nosso parlamento. Ao lado de Wellington Dias estava Roncalli Paulo opositor do governador que fez questão de viajar mais de 500 quilômetros para parabenizar o governador, bater nas costas, sorrir para ele e aparecer ao lado do corte da fita. Ou seja, Roncalli fez questão de estar ao lado do homem que, segundo ele, está gastando dinheiro público de forma irresponsável na Europa. Perdeu a chance de dizer frente a frente aquilo que defendia nas modorrentas entrevistas de quinze minutos dos telejornais diários.
A oposição que se acovarda é a que sabe que só pode ser politiqueiro quem conta com o mínimo de apoio do executivo. Essa gente abriu mão de fazer o trabalho duro (criar leis, votar contra e criticar o que precisa ser criticado) em troca da chance de dividir a paternidade de ações populares e ganhar umas emendinhas para fazer média em seus currais.
A nossa Assembléia entrou na contagem de Cristóvão e o PT aqui, assim como lá, acabou com a oposição. Mesmo os opositores mais fervorosos, de vez em quando, para sair na foto, se aproximam daqueles que criticam. Um absurdo que deixa sem voz aqueles que não concordam com os que estão no poder e que reduz a democracia a uma jogo de interesses pessoais.
Roncalli ganhou espaço, Wellington menos um opositor e o estado menos uma voz. Porque, por mais que seja positiva a gestão de Wellington é sempre bom o contraponto. Mas não há quem consiga suportar a uma vida longe do poder. É a aproximação ou o risco de ficar sem o emprego de politiqueiro.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
O Interferência
Temos mais de um ano de Interferência, programa exibido todas as terças-feiras pela TV Antares. A apresentação é sempre necessária! Além de a Televisão ser esse objeto de atenções rotativas em que nenhum programa é assistido por todas as pessoas, estamos nos referindo a um programa exibido em TV pública. E esse é o motivo maior do meu orgulho.
No Piauí e no Brasil as Tvs públicas são sempre menos assistidas. Ser parado na rua por causa de um programa feito em uma Tv de menor audiência acaba tendo um valor maior. Se os funcionários de uma emissora qualquer comercial precisam trabalhar “x” para alcançar um resultado. Nós da TV pública precisamos de “5x”. Infelizmente o público do Brasil elegeu as emissoras públicas para serem a de menor audiência.
Acho que o Interferência conseguiu chegar em um bom lugar. Até porque em Tvs comerciais um programa assim talvez não tivesse espaço.
No Piauí e no Brasil as Tvs públicas são sempre menos assistidas. Ser parado na rua por causa de um programa feito em uma Tv de menor audiência acaba tendo um valor maior. Se os funcionários de uma emissora qualquer comercial precisam trabalhar “x” para alcançar um resultado. Nós da TV pública precisamos de “5x”. Infelizmente o público do Brasil elegeu as emissoras públicas para serem a de menor audiência.
Acho que o Interferência conseguiu chegar em um bom lugar. Até porque em Tvs comerciais um programa assim talvez não tivesse espaço.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Leio André Gonçalves
Em resposta a um texto escrito por Manoel Soares, fotografo, o publicitário André Gonçalves fez uma competente defesa do estado em e-mail enviado a amigos. Manoel tentou minimizar as piadas feitas com o estado do Piauí e o fez de forma imprópria, na minha opinião. Desdenhou das pessoas que foram a público criticar a humorista Dadá Coelho que deu entrevista a Jô Soares. André se contrapôs. Para o publicitário as piadas feitas com o Piauí se aproveitam de características que o estado não escolheu, ao contrário do que ocorre com piadas feitas com outras regiões do país. “É evidente que pode ser feliz quem faz piada da própria desgraça, mas não é o que acontece nesse caso: o piauiense não é pobre por opção, não é fodido porque deseja”, disse André Gonçalves. Se nossos índices não são os melhores, não é porque queremos viver essa condição.
Concordo com os argumentos de André e complemento: as pessoas que promovem a pobreza em nosso estado ganham prêmios, reconhecimento, ocupam cargo de primeiro escalão nos governos, circulam em colunas sociais, ganham dinheiro. Às vítimas dos saqueadores, sobram apenas as piadas como as de Dadá e de Agildo Ribeiro, além das misérias a que são condenadas.
Em texto anterior tratei de afastar de mim a síndrome de “patinho feio”. Aceito as piadas desde que tenham graça e sejam regadas pelo talento. Depois de André Gonçalves quero rever a idéia e passo a não aceitar piada nenhuma: acho que a piada transforma em anedota problemas que precisam ser tratados com seriedade, sob pena de serem vulgarizados.
Que bom que as idéias mudam! Por isso não uso tatuagem!
Concordo com os argumentos de André e complemento: as pessoas que promovem a pobreza em nosso estado ganham prêmios, reconhecimento, ocupam cargo de primeiro escalão nos governos, circulam em colunas sociais, ganham dinheiro. Às vítimas dos saqueadores, sobram apenas as piadas como as de Dadá e de Agildo Ribeiro, além das misérias a que são condenadas.
Em texto anterior tratei de afastar de mim a síndrome de “patinho feio”. Aceito as piadas desde que tenham graça e sejam regadas pelo talento. Depois de André Gonçalves quero rever a idéia e passo a não aceitar piada nenhuma: acho que a piada transforma em anedota problemas que precisam ser tratados com seriedade, sob pena de serem vulgarizados.
Que bom que as idéias mudam! Por isso não uso tatuagem!
domingo, 15 de novembro de 2009
Piada de Agildo
Ao contrário da turma que sofre dos traumas batizados pelo doutor em Comunicação Social Fenelon Rocha de “Síndrome do Patinho Feio”, eu não tenho problemas com as piadas feitas com o estado do Piauí. Acho algumas engraçadas. E não é porque eu pense que uma das formas de se conviver com problemas é fazendo piadas com eles. Acho que isso até atrapalha sua solução. Problemas precisam ser tratados como tal para que se deparem com uma solução, caso contrário vira folclore e daí para o deboche é um pequeno pulo.
Meus problemas com as piadas feitas com o Piauí estão nas mentiras contidas nelas. São tantas que eu conclui, há tempos, que os portugueses não são burros como dizem e que a opção dos gaúchos nunca foi pelas pessoas do mesmo sexo.
A última piada carregada de invencionices veio do comediante Agildo Ribeiro. No Domingão do Faustão, através de uma piada que ninguém entendeu, Agildo disse ter um amigo piauiense que quando deixava o estado colocava uma placa dizendo: “saí, mas volto logo!”. Segundo ele, a piada está no fato de que aqui tem pouca gente, no caso, só um habitante. Enfim, não entendi direito, mesmo tendo visto o programa e na torcida por Amaurí Jucá.
Repito, não tenho problema com as piadas. Mas temos 3 milhões de habitantes. Como assim placa? E que graça teria isso? Não me espanta a piada não ter graça e nem que as pessoas no auditório tenham ouvido silentes , afinal de contas, foi contada por Agildo Ribeiro que, mesmo no seu auge na época do Cabaré do Barata pela Rede Bandeirantes não tinha graça nenhuma. Um comediante que, atualmente, só tem um consolo a amizade com Faustão desde os tempos de perdidos na noite.
Vamos continuar sendo engraçados aos olhos do mundo e vamos espantar a Síndrome do Patinho Feio para longe de nós, mas vamos cobrar textos mais honestos dos nossos comediantes.
Meus problemas com as piadas feitas com o Piauí estão nas mentiras contidas nelas. São tantas que eu conclui, há tempos, que os portugueses não são burros como dizem e que a opção dos gaúchos nunca foi pelas pessoas do mesmo sexo.
A última piada carregada de invencionices veio do comediante Agildo Ribeiro. No Domingão do Faustão, através de uma piada que ninguém entendeu, Agildo disse ter um amigo piauiense que quando deixava o estado colocava uma placa dizendo: “saí, mas volto logo!”. Segundo ele, a piada está no fato de que aqui tem pouca gente, no caso, só um habitante. Enfim, não entendi direito, mesmo tendo visto o programa e na torcida por Amaurí Jucá.
Repito, não tenho problema com as piadas. Mas temos 3 milhões de habitantes. Como assim placa? E que graça teria isso? Não me espanta a piada não ter graça e nem que as pessoas no auditório tenham ouvido silentes , afinal de contas, foi contada por Agildo Ribeiro que, mesmo no seu auge na época do Cabaré do Barata pela Rede Bandeirantes não tinha graça nenhuma. Um comediante que, atualmente, só tem um consolo a amizade com Faustão desde os tempos de perdidos na noite.
Vamos continuar sendo engraçados aos olhos do mundo e vamos espantar a Síndrome do Patinho Feio para longe de nós, mas vamos cobrar textos mais honestos dos nossos comediantes.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Amigos do Rei!
Quando a corte chegou ao Brasil em 1808 trazendo consigo cerca de 15 mil apaniguados ficou evidente para todas as testemunhas da época, e para os historiadores que hoje tratam do assunto, que a esta colônia cabia o papel de prover dinheiro para bancar o luxo e o bem-estar dos que fossem ligados à corte. Gente que não produziu, que aqui nada deixou e tirou, tirou tudo o que podia. Nunca houve a intenção de utilizar-se a mão de obra de 15 mil pessoas para ajudar, com os conhecimentos europeizados, a se construir um local descente para os que aqui nasceram ou se decidiram transformar o novo mundo em lar. O que ficou foi apenas a lição de que, desde aquela época, o estado tem uma finalidade: servir aos que se apoderaram dele.
Os títulos de barões e viscondes não existem mais, porém ficaram os atores que se trajavam com esses títulos de valor nenhum. Dá para ver eles ainda hoje dando entrevistas nos programas de televisão piauiense. Sim! Piauiense! Pois se tem uma coisa que nós aprendemos na nossa herança portuguesa foi isso: que o estado não tem que atender a absolutamente ninguém além dos que estão no comando dele. É como disse Padilha: o sistema funcionando para resolver os problemas do sistema. A nós cabe apenas a resignação de abrir mão das nossas liberdades individuais para o estado opere na saúde, educação, segurança, iluminação pública etc. Mas nada, além da perda da nossa liberdade individual, existe de fato.
Nós, imprensa piauiense, não adotamos esse caráter libertário. Damos voz aos viscondes e barões. Eles ocupam os espaços das emissoras onde nós trabalhamos para dizerem o que querem e o que querem hoje é falar única e exclusivamente de sucessão. Não querem falar das coisas que deveriam nos dar por abrirmos mão de nossa liberdade individual. Querem apenas garantir que estarão na lista de amigos da corte, não importa quem a componha. E para isso, nos usam!
Você que está em casa não tem como se defender! Os mais incautos chegam a jurar que “marchar com quem no ano que vem”, “ariticulação para lançar o seu nome”, “diálogo com a base”, “fortalecimento da base aliada” é assunto importante e que vai muito além de uma manipulação para manutenção de poder. E o deputado que entende tudo de politicagem de acordo e diálogo não tem idéia do que está sendo votado na câmara onde tem uma vaga.
Engana-se quem pensa que a imprensa se vende. Mas decepciona-se quem descobre que ela nem chega a se vender para falar desse assunto. Alguns repórteres acham que é “cult” tratar do assunto política, mesmo que seja nesses termos. Outros querem participar da discussão porque também imaginam quem assim podem, quem sabe, também ser amigos do rei depois da próxima eleição.
Assim é que é: o sistema cuidando de si mesmo.
Os títulos de barões e viscondes não existem mais, porém ficaram os atores que se trajavam com esses títulos de valor nenhum. Dá para ver eles ainda hoje dando entrevistas nos programas de televisão piauiense. Sim! Piauiense! Pois se tem uma coisa que nós aprendemos na nossa herança portuguesa foi isso: que o estado não tem que atender a absolutamente ninguém além dos que estão no comando dele. É como disse Padilha: o sistema funcionando para resolver os problemas do sistema. A nós cabe apenas a resignação de abrir mão das nossas liberdades individuais para o estado opere na saúde, educação, segurança, iluminação pública etc. Mas nada, além da perda da nossa liberdade individual, existe de fato.
Nós, imprensa piauiense, não adotamos esse caráter libertário. Damos voz aos viscondes e barões. Eles ocupam os espaços das emissoras onde nós trabalhamos para dizerem o que querem e o que querem hoje é falar única e exclusivamente de sucessão. Não querem falar das coisas que deveriam nos dar por abrirmos mão de nossa liberdade individual. Querem apenas garantir que estarão na lista de amigos da corte, não importa quem a componha. E para isso, nos usam!
Você que está em casa não tem como se defender! Os mais incautos chegam a jurar que “marchar com quem no ano que vem”, “ariticulação para lançar o seu nome”, “diálogo com a base”, “fortalecimento da base aliada” é assunto importante e que vai muito além de uma manipulação para manutenção de poder. E o deputado que entende tudo de politicagem de acordo e diálogo não tem idéia do que está sendo votado na câmara onde tem uma vaga.
Engana-se quem pensa que a imprensa se vende. Mas decepciona-se quem descobre que ela nem chega a se vender para falar desse assunto. Alguns repórteres acham que é “cult” tratar do assunto política, mesmo que seja nesses termos. Outros querem participar da discussão porque também imaginam quem assim podem, quem sabe, também ser amigos do rei depois da próxima eleição.
Assim é que é: o sistema cuidando de si mesmo.
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